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julho
Adelson
bom de bola
Se
alguém conhece bem a arte de jogar com os pés, esse
alguém é Adelson Matos de Amorim, 24. É impossível
falar do futevôlei amazonense sem falar nesse personagem tão
especial, que a cada dia supera as limitações do seu
corpo e demonstra que, para vencer, basta coragem.
Adelson pratica futevôlei há pouco mais de um ano,
mas seu primeiro contato com a bola foi no futebol. No entanto,
por causa de sua deficiência física - ele teve os dois
braços amputados, na altura do cotovelo, após um choque
elétrico aos 14 anos - foi no futevôlei que o atleta
se encontrou. 'É o melhor esporte para mim, principalmente,
porque a regra básica é não tocar a bola com
as mãos', fala Adelson.
Porém, além de se identificar com o futevôlei,
Adelson mostrou que tem talento. Ano passado, ele conquistou o terceiro
lugar no Circuito Amazonense de Futevôlei, categoria amador,
ao lado do parceiro Robério, e este ano garantiu a quarta
posição. 'Só não disputei a semifinal
porque meu parceiro teve problemas', acrescenta o atleta. Entre
os principais sonhos de Adelson estão jogar ao lado de atletas,
como
Renan e Cláudio Adão e disputar um Campeonato Brasileiro,
a maior competição da modalidade. 'Eu não quero
nem ganhar, para mim basta participar', destaca o atleta.
Dono de um astral sempre pra cima, o jogador fala que nunca se sentiu
desanimado diante das limitações do seu corpo, pelo
contrário, sempre encontrou, em si mesmo, força para
continuar batalhando pelo que quer. O esforço de Adelson
nas quadras de areia está recebendo o reconhecimento devido
e desde o ano passado ele conta com o patrocínio da Manaustur,
onde trabalha. Porém, para melhorar a técnica, Adelson
treina de segunda à sexta-feira, de 16h às 18h, no
Centro Desportivo da Compensa e joga peladas aos sábados
e domingos, com os amigos. Ele começou no time de futebol
do clube Rio Negro, na Compensa, e hoje faz parte do Aliança
Futebol Clube, no mesmo bairro.
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