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O futevôlei chegou a Manaus em 1984, depois que um grupo de amigos esteve no Rio de Janeiro, onde teve seu primeiro contato com a modalidade. Para os rapazes Levi, Dissica e Cadinho, que sempre gostaram de futebol, a nova maneira de bater bola, nas areias cariocas, tornou-se uma diversão. Como eles trabalhavam no Bosque Clube - nessa época Dissica Valério Tomaz, atual presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), era um dos dirigentes do clube - eles começaram a dissiminar a prática do futevôlei lá mesmo. De acordo com José Levi, hoje com 61 anos, o grupo aproveitava o tempo antes da pelada para jogar futevôlei. "Depois, a gente foi esquecendo a pelada e só praticava futevôlei", lembra Levi. Em pouco tempo, outros rapazes também se interessaram pela modalidade, que ganhava cada vez mais adeptos no Bosque Clube. "Havia ainda Netinho, Carlinhos, Careca, Afonso, Júlio, Mariozinho e Francisco Aguinaldo Archer Pinto, o Guigui", lembra Ricardo Menezes, o Cadinho, 43, que ainda pratica a modalidade. Ele, Levi e Netinho ainda se encontram para jogar futevôlei, e os jogos têm dia certo: segundas, quartas e sextas, às 17h, e sábado e domingo, pela manhã.
O Bosque continua contribuindo para o futevôlei amazonense. Foi lá que surgiu a dupla Catunda/Baliza, que disputa o Circuito Amazonense de Futevôlei, categoria profissional. Por sinal, é a única dupla de lá que participa do amazonense. Os demais preferem apenas disputas internas no clube.

FUTEVÔLEI MAIS POPULAR
Além, do Bosque Clube, o Amazonas teve ainda outro point do futevôlei. Tratas-se do clube Sírio Libanês, onde quem introduziu a modalidade foi Rodolfo Chama, com os amigos Júnior Perturbado, Briguel, Kim, Jader, Gilson e Carlinhos, em 1990. Amazonense de berço, Rodolfo morou no Rio de Janeiro por 26 anos. No início da década de 90, com a morte do pai, ele veio para Manaus para assumir os negócios da família. Freqüentador assíduo das praias cariocas para jogar futevôlei ele passou um ano em Manaus sem contato com a modalidade. Apesar de haver praticantes de futevôlei no Bosque Clube, eram poucos os que sabiam disso. "Num passeio com um amigo, qual não foi a minha surpresa ao chegar num sítio e encontrar cerca de 12 pessoas jogando futevôlei", lembra Rodolfo, que nessa época era o diretor de esportes do Sírio Libanês. Desde então, o grupo não se separou mais. Rodolfo conseguiu que os colegas se associassem ao clube e eles deixaram o asfalto, na rua Belém, onde brincavam, para praticar o futevôlei no Sírio Libanês. No entanto, o grupo foi crescendo cada vez mais, e quando chegou ao número de 50, eles acharam que chegara o momento de procurar um lugar maior para a prática do esporte. Foi quando o grupo passou a encontrar-se na Ponta Negra. "De lá, o esporte cresceu para os bairros e quando vimos já tínhamos jogadores de Maués nos torneios", conta Rodolfo.

CRIAÇÃO DA FEDERAÇÃO AMAZONENSE DE FUTEVÔLEI
Um marco na história do futevôlei amazonense foi a vinda do jogador Romário a Manaus para um jogo de apresentação, por ocasião da inauguração do complexo da Ponta Negra. A nova modalidade continuava atraindo adeptos, e, em 2000, o esporte começou a organizar-se. Por iniciativa do empresário e também jogador de futevôlei Áydamo Campos foi criada a Federação Amazonense de Futevôlei (FAFv), da qual ele é o presidente. Seu primeiro ato foi criar o Circuito Amazonense e ainda nesse ano deu início ao ranking amazonense.
No entanto, a maior conquista da federação para o futevôlei no Amazonas foi a realização de uma etapa do Campeonato Brasileiro da modalidade na Ponta Negra. O torneio reuniu os melhores jogadores de futevôlei do Brasil, incluindo a dupla Magrão/Belo, a número 1 do ranking do futevôlei no País.
As belezas do Amazonas e a técnica dos jogadores amazonenses surpreenderam os jogadores de outros Estados, assim como dirigentes da Confederação Brasileira de Futevôlei (CBFv), que já agendou para setembro mais uma etapa do Brasileiro no Amazonas. Para Rodolfo Chama a tendência do esporte em Manaus é só crescer e aposta num título do Campeonato Brasileiro. "Temos duas duplas profissionais que ficaram entre as melhores do Brasil", ressalta Rodolfo. Ele refere-se as duplas Guigui/Tapioca e David/Coquinha, que foram terceiro e quinto lugares na terceira etapa do Brasileiro, em Goiás, no mês de abril. Eles contam com o patrocínio do Amazonas Shopping e treinam exclusivamente para representar o Amazonas nas competições nacionais.

 

 

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